terça-feira, 19 de julho de 2011

O sr Bernardo partiu o porco

Hoje o meu colega Garrido, que é o gestor de lugares do parque automóvel dos senhores deputados, fez-me uma pergunta que me deixou um bocado à rasca.

É que eu tenho andado a pensar que o imposto do Natal é preciso para ajudar o governo a pagar o que devemos, mas o diabo do Garrido perguntou-me se eu sabia quanto é que o senhor Bernardo, o madeirense do Benfica, que é muito amigo do senhor Jardim, que é colega de ilha, iria pagar do referido imposto.

Eu respondi-lhe, eh pá ó Garrido, paga o mesmo que os outros. Ele disse-me eh pá ó Álvaro olha que não porque ele tem andado a poupar desde que nasceu e tem o dinheiro dele todo poupadinho nos bancos e nesses foradores o dr.Coelho, não quer mecher, para não destrocer a vontade das pessoas de por algum no porco ao fim do mês.

E assim foi, a verdade então é que por questões de segurança, o sr Bernardo um dia foi ao porco e deu-lhe uma martelada, agarrou nas economias duma vida de trabalho e poisou-lo no banco, por causa dos assaltos.

E para evitar os gatunos não há nada melhor que confiar nos especialistas

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ele há o Louçã bom e o Louçã mau como o calestrol

Esta férias parlamentares permite-me e a alguns dos meus parceiros deputados, ouvir as declarações do senhor ministro das finanças Vitor Gaspar em caselas.

Tentando vencer alguma sonolência ocorreu-me a ideia que este senhor das finanças Vítor Gaspar tem um Louçã dentro de si que ele procura esconder.

A conclusão é que tal como acontece com o calestrol também há um Louçã bom e um Louça mau, a escolha de qual deles é o bom, depende do local de visão do observante

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Adeus doutora Celeste Correia a senhora que nunca fazia xixi


Eles chegaram em bando, alguns um pouco tontos, não como as baratas já que como diz aquele senhor do Porto, alguns deputados são até bastante caros. Diz o senhor Morais que era da câmara do Porto que o centro de corrupção em Portugal tem sido a Assembleia da República, pela presença de deputados que são, simultâneamente, administradores de empresas.

Sendo assim lá andei eu mostrando as instalações cá da tasca a alguns desses administradores de empresa ou advogados de algumas, novos cá na casa das leis ou segundo dizem uma fábrica das vírgulas, já que parece vão distribuindo algumas pela leis, que passam depois a valer milhões.

Eu sou simples funcionário, engenheiro refundido e bacharel em letras das novas oportunidades, repito o que ouço, que eu de política só me interessa a do meu clube lá no Barreiro.

Achei piada foi ao dr. Nobre, que quando entrou no palco da fábrica das vírgulas, ia a sentar-se nas cadeiras do PS, e eu até o chamei e disse "pst ó senhor deputado não é aí o seu lugar é mais para a direita", ai é- disse-me ele- eu julgava que a gente se sentava onde quisesse, para mim é igual, como esta coisa dos partidos, depois lá o chamaram para o redil do PSD e puseram-no de castigo ao pé da doutora Paula.

Esqueceram-se de dizer aos senhores do CDS que não deviam escrever piadolas no boletim de voto da eleição do doutor Nobre, tipo "vai trabalhar malandro" ou mesmo "querias gosma" ou "isto aqui não é a Etiópia", porque assim o voto deles foi considerado nulo, quando deveria ser considerado branco.

Eu até que vi os boletins porque eu levei-os para a encenação no forno crematório cá da Assembleia

Quem sai da AR e vai para a fogueira da vida lá fora, é a doutora Celeste Correia aquela senhora gorda, muito bem vestida que estava sempre da mesa da presidência da AR. A senhora que nunca fazia xixi, sempre no seu posto deixando um bafo de classe quando passava por nós.

Ainda hoje quando passou por mim, percebi quando fixou o seu olhar no meu, que me dizia algo como "adeus Álvaro meu admirador silencioso , deixo-lhe uma última visão, o meu vestido de hoje, receba as flores que eu te dou.

Enfim uma senhora deputada à antiga, nada que se compare com esta gente nova que hoje entrou, alguns perguntavam-me "eh pá quanto tempo falta para ter a reforma por inteiro ?"

terça-feira, 14 de junho de 2011

Podem decidir o voto na cagadeira

Foi a única coisa boa dos últimos tempos, A loja fechou para remodelação. Em boa verdade não fechou totalmente ficou por cá a maltas das limpezas partidárias, a pôr o lixo debaixo das carpetes a limpar os podres que vem aí vida nova na 2ª feira.

No gabinete do BE vão ficar todos mais à larga, é o mesmo espaço para os mesmos porque metade foi desputada regressando aos seus lugares de professores que tinham lá fora.

O sr. do PS que é cigano ao que parece vai continuar, aqui e na televisão, mais manso e mais de esquerda como dizem lá no Recreativo Fabril.

Discute-se agora quem será o chefe cá do tasco. A malta mais antiga cá da casa diz que era bom que fosse o dr.Amaral , assim como a assim já estavam habituados a este e não são precisas moscas novas.

Este ano vai ser mais fácil a oposição não risca nada, os partidos do governo vão entender-se muito bem qualquer coisa mais difícil, fazem de conta que vão cagar e combinam o voto no sanitário, não e como com os gajos do curro passado que de vez em quando pegavam-se à porrada.

Lá nisso o cartel deste ano é mais omogénio, menos rosa e mais laranja e azul

quinta-feira, 28 de abril de 2011

DEL TE ALARKÊRTO

Aquilo agora anda muito sossegado lá no trabalho, pois os deputados espremeram-se ao máximo e fizeram uma coisa pequenina, que quanto a mim devia ser sempre assim, porque fazem menos lixo, ocupam menos espaço e trabalham o mesmo, Arranjava-se uma sala mais pequena para eles, saia mais barato e podia-se até fazer ali um centro comercial, com lojas e casas de pasto.

A administração da AR está agora em congestão passageira, entregue ao chefe Gama e ao outro, o cigano, que é o presidente da administração da casa, o que chamou foleiro ao dr. cavaco e que é o homem que dirige por lá todo o trafego importante das diversas lojas, da restauração aos sanitários.

Já tinha falado da reconstrução do papel igiénico, mandando substituir os rolos, por tiras do papel inutil que por ali circula, sejam loções de censura, PECs ou propostas da oposição o que demonstra bem o seu sentido para a economia

Já me disseram que ele é um homem que subiu a corda da vida com os pulsos, porque a família vendia burros na Malveira e ele apanhou-lhes o jeito de se explicar .Ele já em tempos se tinha referido ao dr.Cavaco, dizendo que ele era ressabrido, que não deve ter importância nenhuma, porque o dr.Cavaco não ressabriou uma resposta do género "ressabriado é a sua avó"

Ele há mais nomes que ele lhe pode chamar-lhe por exemplo, fatela, girafa algarvia, mosca morta (embora julge que este não seja original), mas acho que podia usar palavreado da família lela, tipo DEL TE ALARKÊRTO, pode ser que ele afine

Isto até me fez lembrar a notícia que li outro dia, que há ai uns tipos que irão mandar um macaco para o espaço. Acho que deviam perguntar, se os tipos não se importam de mudar de animal. É que se não ouver problema com o uso de óculos já tenho uma ideia.

Falando em lelos, lembra-me que normalmente estão associados à ideia que roubam telemóveis, mesmo sem serem deputados na AR nem nada. Tanta gente que os gama e não passam da torta cepa, enquanto outros com a vidinha facilitado, chegam a cabeças de cartaz no circulo eleitoral lá da terra e curioso também é que o povo honesto vota neles.

domingo, 10 de abril de 2011

Vem aí um Nobre repeso

Finalmente estou de férias mas foram dias de muito trabalho, a tomada do professor Aníbal e a moção do doutor Loção e lá aquela coisa da quarta porcaria recusada

O grande momento cá de menino, foi quando ouve aquela cena do dr. Teixeira se ter levantado da sala da Assembleia, para ir à cagadeira. O meu chefe deve ter ficado em pânico, porque me ligou de imediato a perguntar, " Ó Alvaro pusestes papel na cagadeira ? ", descanseio logo porque tinha estado a fazer uma tiras do papel da moção do dr. Loção e posto lá nos pregos das cagadeiras, conforma as normas do dr. Gama para custearmos as poupanças de papel

Tenho pena que o dr.Gama se reforme, porque é um grande homem, nunca se desencalma, ele até chega a adormecer entre as palavras. Dizem que vem ai o dr. Nobre, para o lugar do chefe Gama.

Quando me disseram pensei ser alguém ligado às salsichas, aos enlatados, mas não, é outro, que também me disseram ser do ramo, não das salsichas, mas da lata.


Hoje fomos passar o dia à praia do Steamer´s Cove para inaugurar a época das praias e andamos a apanhar conquilhas e brebigão que foi um fartote, com o Saraiva e com a mulher a Inês que trabalham em casa duns senhores ingleses, que são donos daquela empresa onde só trabalham pessoas em pelota e que parece querem montar uma em Lisboa, porque as lisboetas são divertidas, quentes e limpas e que é muito libertador trabalhar sem roupa.

Vou levar essa ideia lá para a AR, para que todos os deputados trabalhem mais à vontade e ao mesmo tempo as emissões pela TV tinham por certo mais visionamento.


Eu cá por mim se fosse presidente desse parlamento em pelota, estaria sempre a dar a palavra à dra Cristas do CDS. Uma deputada que valia a pena estar a ver ouvi-la falar



sábado, 12 de março de 2011

Tá tudo à broxa

Hoje cheguei a casa mais tarde, como o Benfica não jogava, fui com o Abílio a Lisboa ver a manifestação do tá tudo à broxa. Eu por mim lá me vou desenrascando, com este lugarzito na AR, pois como se sabe agora não pago renda derivado ao facto da Hermínia ser porteira, mas o Abílio que está desempregado lá me engatou e eu fui

Fomos os três, o pai dele também foi, porque também está desempregado e vivem todos em casa do avô, que já é velhinho e tem uma reforma muito boa da Caixa Geral, onde foi contíno durante 60 anos

Tinham-me dito que era a manif da geração à rasca, mas parece-me que todas as gerações estão à broxa, à avaliar pelo que por lá vi.

Mesmo nós os encartados com um grau superior de engenharia, ou nos safamos entrando para deputados ou ministro ou estamos lixados, Já disse que não é o meu caso, porque estou logo no patamar a seguir a deputado e até tenho acesso aos caixotes do lixo dos grupos lamentares, mas os mais jovens encarteirados ou arranjam um emprego de boi partidário ou estão lixados com f.

Claro que não posso andar aqui a revelar segredos de Estado, porque o chefe Gama não é para brincadeiras, mesmo com aquele ar de lesma pachorrenta engana muito, de modo que terei que falar com metrafonias, dando uma de alhos para dizer bogalhos, mas a minha clientela doutoral vai por certo entender os meus truques

Foram dois dias de muito trabalho, a tomada do professor Aníbal e a moção do doutor Loção, No primeiro dia porque era muita gente e era preciso estar de olho neles por causa das pratas e de algumas birras que fossem acontecendo. O chefe pensou em acorrentar o dr Jardim, ás normas parlamentares, mas ele é irrascível e acabou por achar que era melhor deixá-lo à solta, que o colega açoreano tratava dele.

O dr. Soares esteve de trombas, salvo seja que o elefante não tem culpa, mas mal acabou a discursata foi se logo embora com a doutora Barroso, não indo ao bacalhau ao professor.

Depois foi o dia da Loção, ficou tudo um nojo, cascas de pevides, papéis no chão, parecia o chão do Recreativo em dia de assembleia.

Achei piada foi quando um tal deputado do CDS ia a deitar fora uma cópia da Loção e veio o Dr. Portas e disse-lhe é pá não deites fora isso, porque daqui a dias agente muda-lhe umas virgulas e mete-lhe uma palavritas mais frescas e apresenta-a como a moção do Portas que vai salvar o País.

Está-se mesmo a ver que a futura Poção vai ser igual à Loção

terça-feira, 8 de março de 2011

Devemos deixá~las sair no dia da mulher


Sou como o filho próprio, que volta a casa do pai neste regresso aqui ao poiso e dou por mim e já passou quase 1 ano desde a última vez.

Tenho tantas novidades que dava para um romance, mas a maior de todas é a que frutificou da minha Hermínia, a nossa filha que está quase a fazer 1 ano.

Mudando de casa, porque me instalei na casa da Hermínia, só agora ligámos o computador, porque decidimos poupar nas fraldas, passando a lava-las com as mão. A Hermínia vomita com o cheiro, de maneira que considerando que eu estava habituado lá no Jardim a lavar os gabinetes dos macacos, achou ela que eu seria o indicado para lavar o fraldame.

Até dizem que um pacotinho recheado de caca, leva bué de anos a desfazer-se, logo pode dizer-se que eu defendo o ambiente à unha.

Também já não trabalho no Jardim. Arranjei trabalho na AR, muito embora tenha tido alguma dificuldade para entrar, porque diziam eles o meu curso de quase engenheiro, era de mais podendo até confundir-me com alguns deputados, ou mesmo outros mais subidos, que também são quase engenheiros.

Porém a minha esperiência anterior foi uma boa referencia, já que tenho que previdenciar para que não falte nada nas jaulas parlamentares dos respetivos grupos, só não tenho que limpar o soalho, que está entregue a um grupo de vigilância e desinfeção . Enfim não tenho que limpar a caca nem palha só levo as bananas, se percebem a medráfona

A minha menina chamas-se Carmelinda Eufémia, porque a Herminia queria muito pôr o nome da avó à menina e eu acrescentei por causa da ceifeira alentejana, que sempre me excitou.

Hoje fiquei sozinho com a menina porque a Herminia foi com outras amigas jantar lá no Recreativo e depois entra o rameloso do Becas barbeiro, para o número do strip dos tesos.

Como era o dia da mulher deixei-a ir

sexta-feira, 29 de maio de 2009

São coisas do forno íntimo

Fizemos 125 anos e foi um espetáculo aqui no jardim, até a bicharada estava feliz menos os elefantes, que tal como os adeptos do glorioso estão sempre de trombas.

Veio cá o dr. Cavaco da Silva com aquele pescoço de girafa inconfundível e sempre equipado de sorriso feito, que deve postiço como o cabelo da sr. Antunes da contabilidade, que anda sempre em pé na parte de trás do pescoço.


Tenho vindo aqui pouco, porque ando muito feliz com a minha Hermínia, por razões do forno íntimo, que me aquecem por dentro e em boa verdade até já nem me custa tanto levantar todos os dias ás 6 da manhã para ir trabalhar, porque saio já a pensar no regresso e na felicidade de voltar a beijar o meu amor.

Andamos muito chocados, com aquela coisa da menina que foi entregue à mãe na Rússia. Tanto que nos temos lembrado daquela imagem da D.Justiça de olhos vendados, porque dizem que é ceguinha , mas ainda ontem a Hermínia me disse que se calhar vendam-lhe os olhos, para que não se veja que anda a dormir

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Revisitando as ideias

Há pessoas que revisitam as ideias. Ouvi esta semana alguns lagartos, dizerem isto, a propósito do seu presidente girafa Franco, poder fazer o favor de voltar a ser presidente.

Eu como gosto de aprender devo dizer que gostei dessa do revisitar ideias, que em boa verdade, também só é possível, quando alguém tem alguma coisa que se veja, dentro da cabeça.

Hoje revisitei a ideia, que já me têm ocorrido noutras ocasiões, que é pensar o que poderia acontecer se tivessemos impulsos tipo gato. Por exemplo, se aquela mania dos gatos se roçarem nas pernas dos donos quando querem alguma coisa, também fosse dos humanos, agora neste tempo de eleições que vem aí, era vê-los a roçarem-se nas pernas dos chefes dos partidos, para arranjarem um lugarzinho nas listas.

Imagino o dr. Santana Lopes, que também já foi presidente lagarto, a roçar-se nas pernas da Drª Leite e a fazer ron-ron, para o lugarzinho na Camarata de Lisboa, ou o Melo no Portas por causa da Europa.


Isto já para não falar daquele outro hábito dos gatos de fazer buracos para tapar a merda que fazem.

Se assim fosse o meu colega engenheiro já tinha importado areia do deserto

domingo, 3 de maio de 2009

O padre jorge C****** está pilin up

Então não é que estive de férias , lá pró norte na aldeia da família da Hermínia ?

Cheguei á bocado e fui logo calhar no coiso do sr padre jorge C****** onde li a notícia que a vida dele está pilin up assim como que a escorregar para smashin, que o deixou throwin up.

O problema dele é o pilin, mas também lhe digo que não é só dele isto por aqui também não anda grande coisa.

Tenha paciência e resigne-se, mas olhe que tomara eu ter a sua profissão, porque nunca ficam desempregados. Ta bém que a caixa das esmolas ao domingo pode estar mais fraca, mas há sempre um batizado um casamento e sempre se vai cobrando alguma coisa.

Agora o seu chefe aquele tipo o Policas, que fuma que nem um cavalo e é lagarto, lembrou-se de anunciar que a igreja ia apoiar o meu colega Sócrates, no combate ao desemprego, arranjando uma tarefas nas paróquias.

Eu até acho bem, que a Igreja faça alguma coisa para ajudar os pobres, em vez de andarem a mamar deles, como sempre fizeram a até pode ser que o senhor padre ainda arranje, na volta um cursozinho de formação, para ganhar algum por fora, então mas ó senhor padre porque é que não experimenta trabalhar ?


Eu vou jantar e depois volto que eu tenho umas coisas para contar






terça-feira, 21 de abril de 2009

Desenrascanço


(cagadeira modelo pbl)

Parece que os toscos dos ingleses, cuja a língua é tão apreciada, pelos coisos distintos da malta inteligente e culta, afinal tem problemas.

Estava a ler o jornal lá na cantina do emprego, e dizia que eles não sabem dizer "desenrascar".


Dizem que o exemplo de desenrascanço é usar o cabide para apanhar as chaves do carro, que caíram na retrete, ou um bigode arranjado de emergência com pêlos públicos.

Embora eu não esteja a ver muito bem, para que é que serve, arranjar um bigode com pentelhos, supondo que se os segurasse-mos com cola-tudo, poderiam aguentar todo o dia, já percebo que tirar as chaves do carro da sanita com um cabide, pode ser mais necessário, ainda que se possa ter acabado de largar o sargentão na louça.

Essa do cabide pode não ser a melhor solução, porque as chaves podem escorregar e voltar a mergulhar mais fundo e se passam a goela da cagadeira está tudo estragado, adeus chaves.

O melhor processo é usar a luva de lavar a louça, enfiar a mão na javardisse e tirar as chaves, pronto, é mais seguro.

Estou a imaginar um diálogo pelo telefone, entre um casal de ingleses ou entre dois escritores de coisos vaidosos, o que vai dar ao mesmo.

-Ela-My dear I Dropped the keys down the toilet
-Ele-So what did you do?
-Ela- (atrapalhada por não saber dizer desenrasquei-me) I ... I..
-Ele-(ele mais atrapalhado ainda por não saber dizer não te desenrascaste ?) But ... but ...
-Ela- I put my hand in a bag
-Ele-Oh ! Oh! my dear what a sick
-Ela- I puted on a glove
-Ele-Then you.. you ... you (sem palavras por não saber desenrascaste-te )


(depois eu rectifico o diálogo, quando as minhas amigas o "desratizarem" )

terça-feira, 14 de abril de 2009

La propreté et la saleté

Disse a minha amiga Bli, para eu não dedicar tanto tempo à Herminia, porque as mulheres precisam de respirar, mas o que é que se há-de fazer, eu é que tenho problemas respiratórios, por causa dela. É que quando estou ao pé dela, ando nas nuvens e tenho o gás todo, quando estou longe, falta-me o ar.

Falando nela, aproveitei esta época pascoal e levei-a comigo ao Alentejo, para a apresentar à minha mãe. Até me pareceu que a velhota gostou dela, porque me disse "Ó filho e ela trata bem de ti ?". Eu acho que ela trata muito bem de mim, mas lá tive que dizer à velhota que ainda só somos namorados e que de qualquer maneira isto hoje já não é como no tempo dela, as mulheres não têm que tratar de nós.

Lá me confessou depois que a Hermínia, tem um ar muito asseado, que segundo a minha mãe, é um dos maiores elogios que ela pode fazer a alguma mulher, em especial se forem eventuais noras.

E nesse caso quanto à Hermínia, asseio nem se fala, calculem que até toma banho todos os dias, que não é preciso para nada, diga-se, mas o seu pescoço pode lamber-se e as orelhinhas também, porque sabem a alfazema e a jasmin. Nada que se pareça com algumas mulheres que lambi e que cheiravam a cebola e alho, isto para não falar do sovaco ou doutros locais mais íntimos, umbigo incluído.

Para falar em asseio ou na falta dele, a verdade é que até me zanguei com o Albertino, um colega meu lá de terra, que foi meu companheiro de escola primária e que quando fui ao café lá na aldeia, resolveu dizer "Então ó Álvaro andas a fazer uma porcarias com essa gaja que veio contigo ?"

Claro que eu não gostei, porque a Hermínia não é uma gaja, isto é, é gaja, mas é também a minha Hermínia, o meu amor.

Estranho é esta coisa das limpezas, na cabeça das pessoas, a minha mãe quer que ela seja asseada o Albertino desejou-me que ela fosse porca.

terça-feira, 7 de abril de 2009

C'est le temps de la fleur d'amour*

Agora é que eu estou mais liberto, sei que houve muita gente que pensou por aí que eu tinha fugido com a Bli, mas é mentira, foram as actividades culturais lá de Recreativo, com a noite de fados e o serão de poesia.

Lá a noite de fado popular, ainda esteve concorrido, muita gente presente e fadistas a fazerem bicha para cantar, quase que andavam ao estalo, por causa de quem tinha chegado primeiro, mas depois lá deu para todos, só podiam era cantar 2 fados cada um.

O serão de poesia é que foi pior, só apareceram 10 pessoas, contado com a família da D.Arminda que é professora primária e que ia recitar umas coisas, ora ela levou o marido, as 2 filhas e o genro, quase que podia fazer a récita lá em casa, que era quase o mesmo. Leu poemas muito lindos, dum tal dr. Boto ou Souto, que eram muito bons, do sr. Pessoa, aquela freguês do martinho da arcada e da menina Florbela que escreveu uma letra para o Represas cantar.

Disseram que era por causa da bola, jogava o Benfica e as pessoas não trocavam o glorioso pela cultura.

É o que eu digo, quando joga o Benfica para tudo, parei eu uns dias e a cultura no sábado.

Hoje fui jantar com a Hermínia, fomos fora, assim uma coisa mais íntima. Comi um peixinho grelado que foi o que ela pediu também, embora francamente tenha ficado com o olho na feijoada de chocos.

Estive quase para pedir mas lá pensei que não era romântico, estar a comer feijoada ao pé dela , para mais eu não resisto e gasto sempre duas ou três carcaças por causa do molho.

Ando muito feliz. aquela mulher é um encanto, gosto tanto dela que até nem resisti e qundo veio o menos branco das flores comprei-lhe 7, uma por cada dia da semana, de todas as semanas que eu quero passar com ela na minha vida inteira.

Ela ficou surpreendida drª Mac, pelo menos vi-lhe aquela coisa do brilhinho nos olhos, talvez tenha sido a princesa saphou que fez uma reza por mim, lá no bruxo que ela secretaria.

* Dá logo outro ar aqui ao coiso, mesmo que só diga asneiras, n est pas ?


quarta-feira, 1 de abril de 2009

Être avec les anglais

Já está todo preenchido o programa das festas lá do Recreativo, que como tenho relatado, me tem dado também muito que fazer, mesmo lá com a folga da Hermínia por causa do Benfica, tem sido uma grande trabalheira.

Eu peguei nas palavras da Bli e disse-lhe que havia outras jogadas, mesmo com campo em más condições, podíamos jogar no pelado, acrescentei eu, já que a relva estava impraticável, mas ela disse que ainda agora tínhamos começado e que tínha que se fazer tudo com muita cautela, para não nos aleijarmos.

Não insisti, mas francamente fiquei com a ideia que ela ficou a pensar que eu estava a falar, num número arriscado, tipo fazer trapézio no candeeiro da sala, ou paraquedísmo do guarda fato.

Pois amanhã já lá vou jantar e tudo, depois se tivermos tempo havemos de falar nisso e já agora vou-lhe dizer que temos que nos esmerilar, porque vai de volta, ninguém nos considera, vou lhe dizer, que quando isso voltar a acontecer para dizer que "être avec les anglais", em vez dessa coisa lá do estar com o Benfica.

Falando em paraquedas, estou chateado aqui com o meu corretor ortopédico, que eu pedi me pusessem aqui no computador, que eu pensava, percebia alguma coisa de português moderno e afinal está todo baralhado, se eu escrever ator como deve ser, o gajo mete aquela linha vermelha por baixo da palavra, se eu escrever actor à moda antiga diz que está bem e não dá erro.

Não há dúvida que a única coisa boa que há em vermelho é o Benfica, o resto é só proibições e impedimentos

Como é que fazem as minhas amigas doutoras, continuam a escrever com erros ?

quinta-feira, 26 de março de 2009

Não tenho o dom da umbigalidade

Nunca estive tanto tempo sem escrever nada aqui no meu coiso, mas também é verdade que nunca estive tão feliz na minha vida. Tenho é pouco tempo para escritas, porque esta coisa da Hermínia me ter dito que namoros tudo bem, mas cada um na sua casa, nada de trapinhos juntos, faz-me andar numa roda viva, entre a casa dela a minha e o Recreativo, onde estou a preparar a semana cultural.

Não tenho aquela coisa da umbigalidade, que era conseguir ter o referido umbigo, ao mesmo tempo na minha casa na da Hermínia, no Recreativo e no Jardim, ando sempre a correr dum lado para o outro e como quem muitos burros toca algum há de ficar para trás, optei por deixar para trás o Mestre e o cão pulgento, que há que tempos não vou lá.

Ao que parece vou ter uns dias de folga, que a Hermínia disse-me que não me queria lá em casa entre sexta-feira que vem e quarta seguinte por causa do Benfica.

Eu que até gosto tanto do glorioso.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Até o molho dos caracóis me soube a mel

Em verdade se diga que hoje nem me cabe um feijãozinho na cavidade anal, Era para ter acabado ontem o programa cultural para o Recreativo, mas nem tive cabeça.

É que ontem convidei a Hermínia para irmos ver o Barreirense contra os Pescadores da Caparica e ela aceitou, depois levei-a comer os caracóis e no fim não é que ela me disse que aceitava namorar comigo, mas desde logo com uma condição cada um viver em sua casa, pelo menos nos primeiros tempos.

Não resisti, mesmo na cervejaria, agarrei-lhe na mãozinha, tirei-lhe o alfinete dos caracóis e beijei-lhe os dedos, dizendo "Hermínia amor da minha vida, vais ver que não te arrependes". Nem mesmo me arrependi de sentir o molho dos caracóis nos beiços, que é coisa que eu detesto, mas a culpa é minha fui tão rápido que ela nem teve tempo de tirar a mão.

Disse-me também que tinha decidido não aceitar, aquela coisa de aparecer nua, no calendário da recauchutadora e que o fazia por mim, porque sabia que eu não era suficientemente evoluído para aceitar isso, mas pronto, sacrificava a sua possível carreira de modelo, por mim, porque eu era bom rapaz.

Fui deixá-la a casa, porque me disse que estava um bocado cansada, e eu com coração aos pulos fui para a minha casa e já nem fui capaz de acabar o escrito para o Mendes.

Amanhã peço-lhe desculpa, mas o Mendes têm que perceber, que a cultura é muito bonita, mas o amor é o alimento da vida e eu andava cá com uma fomeca.



sábado, 14 de março de 2009

Até o Mestre nos dá musica

Já vi que aos fins de semana, em muitos dos coisos, não há nada de jeito para ler.

O Mestre, chega a esta altura, enfia-lhe uma musiquita e prontos, está a andar. Vamos ao da Bli e tomá lá disto. O sr. futuro padre C*,
resolve o assunto assim.

Não sei porque será que isto acontece, a menos que as pessoas aproveitem quando estão nos empregos para fazer as postas para os coiso, durante a hora do patrão.

Cá por mim não posso, é o problema de tratar dos animais, ando sempre a bulir.

Embora também possa ser por outra razão, é que há pessoal que tem a vidinha toda tão organizada, que reserva a noite de sexta-feira para sexuar, chegam ao coiso metem musiquinha, sempre com artistas estrangeiros, que é para ficar bem e seguem pró sexual, ficando com esta obrigação resolvida a outra logo se vê se corre bem.

Eu como sou solteiro, como se diz na Finlândia, yksittäinen, tenho tempo quase todos os dias, ou por outra, estou livre para sexuar, todos os dias da semana



Como isto parecer também ser fino, vou por uma musiquinhas das boas, que eu dedico à Herminia





quinta-feira, 12 de março de 2009

Já tenho um corretor ortopédico

Pronto acabou-se com o corretor de erros instalado e o dicionário, o melhor amigo do homem antes do cão e depois da Hermínia, a meu lado, já nunca mais vou dar erros de português. Tenho a certeza absoluta, até porque vou apresentar ao Mendes o meu programa cultural para no próximo mês de Abril, fazermos nos dias 3 4 e 5 inclusive, lá no Recreativo.

Estou a mastigar as ideias que as minhas amigas Mac, Bli e Saphou me deram e a bem dizer estou em acabamento final, nos detalhes minuciosos, que estou a fazer por escrito para entregar ao Mendes o máximo no domingo, para ser tudo planeado em antecipação.

Sexta-feira dia 3 de Abril, tem que ser vamos abrir com um sarau fadista vadio, pois sei que todos são unânimes em gostar disso, dá receita ao bar, pede-se à D.Felisberta que faça uma panela de caldo verde, arranja-se alguém para assar o chouriço, (do Nobre bem entendido), a organização serve à mesa e eu arrecado o dinheiro das contas finais, porque senão já sei como é.
, é que há (estava-me a escapar o h ) sempre alguém que se abotoa com algum e como eu é que fui da ideia sou eu que controlo o esquema.


Não que me agrade por aí além esta ideia, porque já sei, lá vem o fadista do talho a quem a Hermínia ofereceu uns patins, meter uma fadistice do fado vadio juntamente com os outros lá do bairro, mas não posso evitar a sua presença, a menos que tenha uma caganeira ou outro biscate qualquer e não possa comparecer pessoalmente.

Como disse uma das razões porque meti o corretor dos erros também é porque tenho que fazer uma carta convite e de apresentação dos festejos aos sócios e depois anexar junto à carta o programa das festas e era chato a coisa ir imbuída ( também tenho que arranjar uma palavras finas para dar ficha) de erros.

Agora é que dou valor ao meu colega Sócrates, imagino o que ele não tem de escrever, para fazer o programa das festas do governo para os atos eleitorais. Faço votos que ele também tenha um corretor ortopédico lá no computador dele e já agora que não seja um Magalhães, para que segundo ouço dizer não seja pior a ementa que o cimento.


domingo, 8 de março de 2009

Devemos homenagear as mulheres

Acabei de chegar a casa, porque hoje houve um almoço alargado lá no Recreativo, para festejar o dia das mulheres. A princípio, pensou-se em fazer um jantar, mas amanhã é dia de trabalho de maneira, que ficámos pelo almoço. Em boa verdade também, porque, a principal cozinheira, tinha que ir para casa fazer o jantar ao marido e como o Benfica joga ás oito e picos e ele gosta de jantar, antes do jogo começar, não dava jeito ser à noite.

A D.Felisberta tem mão para a cozinha, mas aquilo é um equipa a sério, 4/5 amigas que dão um despacho enorme, umas descascam batatas, outras lavam o chispe, os enchidos e as couves, de maneira que chegaram lá ao clube pelas 10 horas e à uma estava tudo à mesa e sentados éramos aí umas 60 pessoas e tudo gente que come bem.

Foi pena a D.Carolina não ter podido ir, porque o marido não deixou, (não gosta de fessurices) disse ele, porque ela faz uma lulas à sevilhana que é um primor.

Enquanto jogávamos umas cartitas ou ao dominó, para passar o tempo elas revezaram-se a pôr a mesa e depois a lavar a louça, que aquilo até impressiona, a capacidade organizativa das mulheres, se fôssemos nós não faltaria, havia louça partida, mas com elas é impressionante, nem um copo deixaram cair.

Fiquei um bocado chateado, porque a Hermínia não foi, disse-me que não alinha nessa fantochadas, não tem nada que haver dia da mulher, acha que isso é o mesmo que dizer que as mulheres não são iguais aos homens, até é degradante disse ela e pronto (desde que coloquei um corrector passei a saber que é sem s) não foi.

Pensando melhor ela é capaz de ter razão, mas é verdade o que seríamos nós sem as mulheres, se calhar nem tínhamos tido almoço.