sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O Tin-tin é guei

Vem no jornal que o Tin-tin faz 80 anos amanhã, diga-se então que está muito bem conservado, com a sua poupinha de cabelo toda tesa. Outro dia vi uns bonecos animados dele e achei um bocado ridícula aquela coisa das calças chamadas à golfe.

Ouvi dizer hoje que ele era guei, que é como quem diz panasca, mas para pessoas com estudos, só com um canudo de doutor é que se pode ser isso.

Realmente que tem um cãozito daqueles, só pode ter o sexo invertido. Qualquer homem normalizado, com o sexo a direito teria um cão e um cão a sério, daqueles que cagam no asfalto e mordem nas pessoas, um pitt ou um laboreiro.

Acho piada é aqueles dois senhores, que repetem o que o outro diz e andam vestidos de igual. Fazem-me lembra o meu colega engenheiro Sócrates e outro amigo dele que também é ministro.



Pensando bem, também acho que há mais pessoas por aí que são parecidos com os bonecos lá do Tin-tin, como por exemplo o Dr.Manuel Alegre que me faz lembrar o capitão zangado que passa a vida bêbado.

E o professor das invenções, com pinta de maluco? Não desfazendo, também poderia anexar-se ao dr. Francisco Louçã, que se vê logo ser um grande doutor, que aparenta ter um ganda mona e quando fala deixa a duo lá de cima em braza.

Afinal temos que chegar ao sítio onde o ponto bate, que é como quem diz ao calcanhar da questão, das duas uma ou quem inventou o Tin-tin era bruxo ou nós portugueses estamos metidos numa banda animada muita maluca.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

O discurso do rei dos tesos ao País

Portugueses e os outros

No início deste ano, quero em nome de todos nós portugueses com rendimentos abixados pela gosma dos patrões, directores, gestores, outros doutores e demais engenheiros, começar por vos dizer que estamos fartos de vocês todos.

Estamos fartos de viver a trabalhar para vocês encherem a mula. Se ao menos, se assistisse a obra bem feita, valeria a pena agarrar-vos na labita e agradecer-vos, mas não desfazendo, a gente olha è volta e repara que só fazem é merda. Se assim não fosse as pessoas aprendiam na escola, tratavam-se nos hospitais, teriam reformas que dessem para viver, mas como é tudo mau, concluo que realmente só fazem é merda.

A única coisa que presta são as estradas, ouvi dizer outro dia que são as melhores da Europa, mas como isso só interessa a vocês, que são os que têm dinheiro para viajar de carro, significa que o que é melhorzinho por cá, é somente aquilo que interessa à vossa comodidade.

Pelo vistos, a ideia mentém-se com os projectos do comboio rápido e do novo aeroporto, pois só interessam essas coisas a quem pode ir almoçar a Madrid, ou a viajar para o estrangeiro.

Eles vão-nos avisando, que este ano vais ser mau, mas mau para quem ? Para eles, os políticos ?Para os drs. Belmiro, Bernardo, Amorim ? Para os gajos do cacau ?

Está-me a parecer, que vai tocar ao pessoal do costume, os que trabalham e são mal pagos, que vão ter de trabalhar ainda mais por menos dinheiro, ou pelo mesmo dinheiro mas a valer menos.


Aos senhores drs Cavaco e Sócrates, vou-lhes dizer vão se catar, não digam que vai ser mau o ano de 2009, façam é o possível para que não seja, há pessoas que não aguentam mais, sobretudo os velhos

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Segredos da vida animal

Aí num coiso que eu visito, levantaram-me algum restolho, por ignorância pura da vida animal, é a lei dos anteparos, há quem veja sempre pró mesmo lado, são doutores daquilo que aprenderam, mas vai-se a ver e quando se fala da natureza pura e selvagem, nickles, não sabem nada.

Põe-se me a perguntar se o assistente engenheiro ao acasalamento dos elefantes, não perturba o acto, não entendem o nosso papel e julgam que as elefantas, têm truques como as mulheres deles.

Já expliquei, que os elefantes não são rebaldeiros, estão é habituados à nossa presença e á utilidade da nossa ajuda. Não se trata de maionese a 3, mas a presença do técnico acasalador é importante.

O meu colega Marques das girafas (apareceu há dias na TV), terá a sua técnica, mas com os elefantes é assim, o assistente está ao lado do casal, num escadote, com um balde com óleo de palma e um varapau, Quando o elefante introduz o dele na elefanta, a gente, estica o varapau molhado em óleo de palma e esfrega-o no lombo do sexo do bicho, para ajudar a escorregar melhor.

Pergunta-se porquê, é que no Veráo o coiso deles seca e como estão em cativeiro, os preliminares são mais difíceis ( a elefanta está um bocado insonsa) por causa do espaço, então amanteigando o objecto, escorrega melhor na fêmea e o acto é mais Ok.

A pergunta que me colocam muito, é o que fazer quando as elefantas estão de trombas e não querem coisar. Lá está o desconhecimento da vida animal, é que as elefantas comportam-se sempre bem, desde que estejam com o fluído linfático em época (tipo cio mas para elefantas). Nunca têm têm dores de cabeça, nem estresso do dia de trabalho, de forma que levantam sempre o rabinho.

Além disso para elas macho é macho, tanto faz ser eu como o dr. Brad da menina Angelina, lá do cinema, (salvo seja claro), cheira a macho serve.

Era tão bom que fosse assim connosco, talvez a Hermínia olhasse menos para as diferença que há entre mim e o Freitas do talho, que anda nos halteres e canta o fado lá na sociedade.


Fica assim e até pró ano que seja bom e não esqueçam, usem muito o óleo de palma, aquilo é bom.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Agora o que interessa é o James Tobin

Eu não vi mas contaram-me que o meu colega Marques, o engenheiro das girafas, apareceu hoje na televisão a ser entrevistado.

Não vi, porque como estava de folga, fui às compras ao Paga-pouco e não sabia que iam lá ao jardim. Aproveito já para dizer isto, para não me confundir, com a pandilhas dos macacões que são muito finos para ver Televisão, que isso é uma coisa para o zé do povo ver, eles os macacões inteligentes, não vêm nada, passam a vida a estudar e a pensar, como é que nos hão-de educar.

Sabem tudo, estão a par das notícias todas, mas não vêem nada, alguém lhes conta.

Voltando ao Marques, ainda bem que apareceu, para que as pessoas saibam que nós existimos e que somos precisos, para que o jardim ande em condições.

É que agora ando mais entusiasmado com o James Tobin, por causa da "taxa tobin" sobre movimentações financeiras internacionais.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Dar um beijo à velha mãe

Pois é verdade já cá estou outra vez. Fui passar o Natal a Serpa, ver a velhota e os irmãos e dar um abraço ao chaparral dos amigos. A ceia à nossa maneira com o bacalhau e uma perdizes de escabeche que nos deu o Joaquim Cara d Anjo, que é caçador e amigo lá de casa.

O meu irmão Manel, que é doutorado em enfermagem auxiliar no Hospital de S.José , e que tem a alcunha do forreta, desta vez ofereceu à nossa velhota, um tanque novo de lavar a roupa.

Ficámos todos admirados, a pensar que lho tinham oferecido, ou saído nalguma rifa, que o Manel não é dado a grandes despesas e o tanque novo ainda é carote. Ele diz que não, que lhe custou um dinheirão e os olhos da cara.

A minha mãe, é simpática e muito nossa amiga, disse que tinha gostado muito da prenda, que lhe dava muito jeito.

Eu fiquei a pensar, que tinha sido melhor o Manel, em vez do tanque, talvez pudesse ter gasto o dinheiro numa coisa menos útil, mas mais bonita e pessoal, como um creme prós pelos do bigodito que ela vai tendo, ou assim qualquer coisa que fosse mesmo para ela.

Afinal, acho que dar ás mães, coisas para elas trabalharem mais, embora melhor não está bem, não se podendo gastar talvez seja melhor, dar-lhes um simples beijo, elas gostam.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Prenda de Natal da Hermínia

Quando fui aos anos da Hermínia, a porteira minha amiga, que falei ontem, comer um bacalhau com grão o vinho de cartão não sei quê da terra e um bolinho rei da época, foi uma grande farra, dançamos um bocado, contámos uma anedotas e fizemos uns planos.

Até veio a talhe da foice, falarmos do Natal, das coisas que gostaríamos de ter e até daquelas que nunca teremos.

A páginas tantas a Hermínia disse, que o que mais gostava de ter este Natal era uma daquelas coisas que vibram, para levar para a cama, quando se vai deitar. Foi um momento engraçado, porque ninguém esperava uma coisa daquelas. Muito embora na metade dos trinta anos e ainda solteira, foi uma revelação surprendente, de tal modo que, como eu sou o único solteiro do grupo, começaram todos a apontar para mim, como o principal candidato a satisfazer o desejo natalício da Hermínia.

O meu amigo Relvas, indicou-me um sítio para adquirir o produto pretendido e lá fui eu, Mostraram-me umas coisas que eu nem sabia que existiam, tinham lá um conjunto que dava para bombear o pirilau de borracha, para ficar à medida e uma cuecas que se derretiam quando ficassem húmidas, não sei se me entendem e outras para comer que custavam 10 € que sabiam a chocolate.

Embora não as tenha comprado, tive uma ideia prática para futuro, quando estiver no turno das 4 da tarde, visto as cuecas de manhã e quando chegar lá pelas 9/10 horas da noite, quando me dá sempre fome, como as cuecas, um galãozinho e estou despachado, eu até gosto de chocolate, pelo menos evito levar a lancheira lá para o Jardim.

Bom o bicharoco esquisito custava 40 €, fora as pilhas, de modo que resolvi o problema da prenda de Natal da Hermínia doutra maneira e mais em conta, fui à loja do chinês, comprei um relógio despertador por 5 €, daqueles que vibram e dá para por na mesa de cabeceira, quando ela for para a cama e lembrar à Herminia que se for preciso dar-lhe corda é só telefonar que eu apareço.

Além disso, fiquei a pensar, se essa coisa de oferecer pirilaus que abanam e cuecas para comer no dia do nascimento do menino Jesus, não será pecado.

domingo, 21 de dezembro de 2008

Ser pobre também tem vantagens

Dizem que o sr. belmiro da mercearia, o sr berardo dos vinhos e das pinturas, mais o dr. balsemão jornaleiro, estão mais pobres e se isso for verdade, é caso para dizer que os ricos também choram, coitados.

Coitadinhos deles, porque temos que perceber uma coisa que é bem verdade. Se eu apanho frio, e chuva quando vou trabalhar e tenho que me levantar ás 7 da manhã, fazer vigílias nocturnas aparar os pelos públicos da Laurinda, apanhar a caca do Adriano e meter o termómetro no anel anual da Xaxa, para ver se tem febre, nada disso faz mal, dizem que estou habituado, faz parte da vida, porque ao sr. belmiro merceeiro, fazem falta os milhões e custa mais quem tem muito passar a ter menos.

Ser pobre é hábito não faz mal, passar a ser menos rico é que é grave.

Os ricos habituam-se a certos luxos. Na terra deles, não se bebe tinto marca cartão, nem papel higiénico do Lidl, daquele que fura o dedo.

Isto para dizer que hoje estou um bocado cansado, deitei-me tarde, fui aos anos da minha vizinha porteira, que fez uma festinha para os amigos, alguns lá do clube. Cheguei à conclusão, que afinal mesmo com a vida a piorar e a tornar-se mais difícil, sempre vamos arranjando forma de nos encontrar e sermos amigos.

É caso para pensar que a pobreza é mais adaptável.

É a nossa vantagem sobre os ricos, porque não acredito, que sem dinheiro continuem a ser amigos. Ou fazem festas nos palacetes ou não tem capacidade para beber vinho de cartão, celebrando o prazer de estarem junto dos amigos.